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quarta-feira, 14 de abril de 2010

Procurando - ou encontrando - as razões...

Lá estava novamente, exatamente onde não deveria estar. Levara alguns meses para se dar conta de que não era só o destino o grande vilão da história, mas também - e talvez principalmente - sua própria covardia. Acovardara-se na hora em que mais precisava ter tido a coragem.

Fazer escolhas sempre lhe parecera um tanto quanto difícil - não por não querer nada, mas por querer tudo junto e ao mesmo tempo. Mas tudo bem, talvez isso não fosse tão grave assim quando as escolhas não implicavam em tantas consequências. Mas e agora? Se as escolhas pareciam tão decisivas, como escolher, afinal? Como decidir entre turismo, jornalismo ou relações internacionais? (isso sem contar os outros trocentos cursos q aos poucos foram caindo fora de sua "listinha")

Por fim, gastara um ano para acabar decidindo da forma mais estúpida possível. Não escolhera voltar pq achava q seria o curso mais legal, mais divertido ou o que mais refletisse sua personalidade. Escolhera pq simplesmente lhe parecia mais fácil e ao mesmo tempo mais "promissor". Era "simples": seu pai aprovava totalmente a ideia dela voltar, afinal R.I. podia não ser o curso dos sonhos, mass...era melhor que turismo, nao?! Além do que, R.I. ela terminaria em 3 anos (ha ha ha. será?), quando os outros cursos ainda implicavam 4 longos e demorados anos pela frente... Enfim, ainda havia outros fatores além da vontade de seu pai, não é mesmo?! Sim, havia...ahn, quais eram mesmo? Ah, sim, várias pessoas haviam lhe dito que "não valia a pena" fazer turismo e que cursar jornalismo era "inútil" já que não precisa mais de diploma. E foi assim que ela tomara novamente uma decisão estúpida - de voltar para onde nunca deveria ter ido.

Bom, mas e agora? Apesar de todos os pesares - como o fato de morar em uma cidade que não gosta e da sua faculdade ser uma verdadeira piada de mal gosto (justificada pela alternância entre não ter professor/ter professor que seria melhor não ter) -, ainda havia a possibilidade de se formar e trabalhar (como era o planejado, aliás) em uma grande Organização Internacional de ajuda humanitária ou de meio ambiente, não? Na verdade sim, havia a possibilidade (afinal nada é impossível), mas não a probabilidade - como a sua própria professora de Organizações Internacionais havia recentemente lhe "contado", a probabilidade de alguém conseguir entrar em algo assim sem Q.I. gira tipo em torno de 0%. Ha ha ha. E é assim que suas esperanças terminam de ir pro espaço...

The Reason
(Hoobastank)
"I´ve found out a reason for me
To change who I used to be
A reason to start over new..."